sábado, 21 de agosto de 2010

Cansaço do corpo

Cansaço do corpo, sono da alma,
Na memória pernas errantes galopavam colinas.
Um líquido estranho e uma fumaça oportuna
Subindo a serra negra na noite veloz
Esbarramos nas luzes da cidade
Que ofuscavam vertiginosamente o olhar interessado.


É noite de São João na capital do forró,
Mas não vejo fogueiras na rua.
Fogos batem apressados de lá de dentro
E as pernas, quantas coxas e bundas!
Balançando convidativamente no ritmo do xote
Ai que xote bom da gota!


O dinheiro tem vida própria
Sai do bolso apressado voando para as mãos alheias.
Subitamente,


Eis que aparece uma flor
E dançamos
E beijamos


Quando acordei ainda estava bêbado
E cantamos para o céu azul e aberto gritando de luz.

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