Ei-la ao alto.
Resultado promíscuo da alegria da luz e da calma da água.
És o fruto pedurado no galho
Cujo ancestral é a flor.
Eis que a manga em seu ápice de cor
Ergue-se violenta sobre a maré da continuidade.
Desliga-se da vida do galho
Ao qual se prendia
Voa respeitando o cosmo em direção ao chão.
Lá
onde habitam os vermes
que eternamente ensaiam a morte
Desfaz seu doce mel
Sobre o amargo fim.
E a pedra
Essa irmã do vento
Que acompanha silenciosa
O rumor da eternidade
Ela também surge das víceras da polpa.
Esse pensador que se ergue sobre a pedra para pensar a morte da manga
Tenta flutuar suavemente sobre as implicações do esvair-se eterno
e da repetição a morte que é o verme
tenta se afastar dessa morte singular
e dessa pedra una
para fluir no imenso rio
que simboliza a sucessão da vida.
Esse pensador que tenta fugir
Desesperado
Do choro das crianças
E do lamento das senhoras.
Apaixonado pelo segredo do discurso calmo
Das folhas ao vento
E das águas em queda.
Foge como um romântico tolo
Do calor das guerras
Das discussões sobre o governo
Do último capricho da arte.
(A arte,
Que se invoca o direito de inventar a alma humana
Está perdida num labirinto de cavernas
Com projeções e reflexos
Continuamente a lhe aprisionar.)
Ele tem breves momentos de extase
E de sublime contato com os deuses.
Medita sobre a morte da manga
Sobre sua putrefação
E o alimento dos vermes.
Subitamente
É empurrado por trás
Pois está numa pedra
No meio do caminho
E as pessoas
Com suas ilusões e desejos
exigem passar.
Desfaz seu doce mel
Sobre o amargo fim.
E a pedra
Essa irmã do vento
Que acompanha silenciosa
O rumor da eternidade
Ela também surge das víceras da polpa.
Esse pensador que se ergue sobre a pedra para pensar a morte da manga
Tenta flutuar suavemente sobre as implicações do esvair-se eterno
e da repetição a morte que é o verme
tenta se afastar dessa morte singular
e dessa pedra una
para fluir no imenso rio
que simboliza a sucessão da vida.
Esse pensador que tenta fugir
Desesperado
Do choro das crianças
E do lamento das senhoras.
Apaixonado pelo segredo do discurso calmo
Das folhas ao vento
E das águas em queda.
Foge como um romântico tolo
Do calor das guerras
Das discussões sobre o governo
Do último capricho da arte.
(A arte,
Que se invoca o direito de inventar a alma humana
Está perdida num labirinto de cavernas
Com projeções e reflexos
Continuamente a lhe aprisionar.)
Ele tem breves momentos de extase
E de sublime contato com os deuses.
Medita sobre a morte da manga
Sobre sua putrefação
E o alimento dos vermes.
Subitamente
É empurrado por trás
Pois está numa pedra
No meio do caminho
E as pessoas
Com suas ilusões e desejos
exigem passar.
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