sábado, 5 de janeiro de 2013



Idealismo

Um homem de 42 anos
Trabalhador do campo
É acusado injustamente...

Ele chora
Se envergonha  
Não sabe escrever

Tem dez filhos
Não há chuva 



Sua mão é pesada
Mas há no seu olhar
Uma insustentável pureza  
Misturada com desespero

Ele precisa de ajuda 
E eu nada fiz 
A não ser 
Encaminhar o pedido
Para a Máquina burocrática surreal

Como meu mundo é pequeno diante disso
Tenho vivido para sonhar.

Como é possível haver arte
Nesse pais de fome e sangue?

Saia do poema 
E mude o mundo 
Ou morra tentando.




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