sábado, 16 de março de 2013



Na mata de Brennand há paz.
e o céu azul
e a cidade
pano de fundo
buracos, 
lama, 
esgoto, 
canal.

Pessoas nas paradas
barracas de comida
perto da Rural.

Mata Atlântica
Saudoso Curupira. 

Para quem escrevo?
Porque?
Amostração?
Registro?
Treino?

Mote:
poesia do cotidiano.

E se Bukowski pode
e se Fernando tem tantos poemas inúteis
porque não eu?

Pedalar para o Indefinido
                                      para o Abismo

e desmanchar-se
                               no papel mineral

lembrança da tarde
o leitor ausente:
A Eternidade

Ou então ser esquecido
como o corpo que apodrece. 

Como sol que vai explodir
daqui a
5 bilhões de anos. 

Fico sentado
olhando pela janela
sabendo com certeza
estou voando em três direções
passageiro do planeta
caindo no Abismo
a girar. 

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