Os poemas da tarde infância
estão aprisionados
na resistência
dos cadernos esquecidos.
É preciso libertá-los
para viverem na cabeça
do leitor inexistente
com quem dialogo.
Não desejo o carro do ano
ou a escravidão moderna
do celular smathphone.
Desejo tão somente
a Imortalidade
dos antigos
que até hoje
revelam coisas profundas.
Mas não
nem isso
os Ídolos também se desmancham
as folhas do caderno
e a galáxia inteira
perecem como a manga podre na lama fresca.
Simplesmente
que os cadernos não prossigam
esquecidos.
e que comunique o que houver de deixar
sutil presente pros vivos.
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