domingo, 14 de julho de 2013

Soneto pós-moderno


Damas repentinas, gênesis espontâneos
de aparições em sonho, impossível
reflexo multiplicado de retratos momentâneos
de mim no mundo e sua relação indizível.

Nesse cotidiano de loucura a que me submeto
imagino dias brancos e cheios de manhã.
Em outra medida, são longas as noites de vã
intromissão no mundo de Circo, em que me liberto.

Tenho consciência do mundo e ele é opaco.
Sinto seu peso por sobre meus ombros
Por vezes fugo dele, olho pra trás, apresso o passo.

Não sei quê permanece dos escombros
dessa briga de mim com o mundo
ah! se fosse tão simples quanto: “Se um me chamasse Raimundo”



2007


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