Damas repentinas, gênesis espontâneos
de aparições em sonho, impossível
reflexo multiplicado de retratos
momentâneos
de mim no mundo e sua relação
indizível.
Nesse cotidiano de loucura a que me
submeto
imagino dias brancos e cheios de manhã.
Em outra medida, são longas as noites
de vã
intromissão no mundo de Circo, em que
me liberto.
Tenho consciência do mundo e ele é
opaco.
Sinto seu peso por sobre meus ombros
Por vezes fugo dele, olho pra trás,
apresso o passo.
Não sei quê permanece dos escombros
dessa briga de mim com o mundo
ah! se fosse tão simples quanto: “Se
um me chamasse Raimundo”
2007
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