segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Recife Revisitado


Recife,
Um azul absurdo
De céu aberto.

Calorosa tarde
Que se desmancha
Ao passar de nuvens e maruim
E o rio Capibaribe que fede a mangue e merda
Garrafas plasticas
Que boiam
Eu
Na minha janela
Ponderando o horizonte de prédios bege...

Recife,
Sou te tão estrangeiro quanto aqui
Nas terras gélidas de Minnesota...

Vejo pessoas passarem
E não dou por elas.
Espero o Carnaval
Para embriagado descer as ladeiras de Olinda...

Recife,
Nada me dais, tudo me tirais!

Mas prossigo são
Escrevendo sobre a política americana
Desprezando o império
Mas estando nele...

Vou ao supermercado
E baixo a cabeça
Sinto frio.

Mas nessa página
Faço minha janela para Recife
E sinto grato seu fedor.

Nesse verso recebo
O calor necessário
Para derreter a montanha de neve
Que se acumula
E me prende
Para servir ao império
E vencê-lo!

Para avançar os degraus do meu destino
Almejar a Grande Saúde
Se contentar com menos
Escrever política em inglês

Ser estrangeiro onde for
estrangeiro na vida.                                        


01/2014

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